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Papel do professor na sociedade atual

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Estamos em 2026 e já ninguém se lembra como era viver sem telemóvel. Quando tento explicar aos meus filhos que só tive telemóvel praticamente quando entrei na faculdade, eles olham para mim sem conseguir perceber muito bem do que estou a falar. É verdade que já passaram 25 anos, mas é ainda mais impressionante o que o nosso mundo mudou. Hoje as crianças têm  cada vez mais cedo acesso a dispositivos eletrónicos, que estão feitos de forma intuitiva para que os pais possam delegar gratuitamente tempo de educação. Não são todos, mas acho que, de uma forma ou de outra, todos nos revemos no que vou apresentar. Depois dos telemóveis e  da internet, a internet no telefone e, mais recentemente, a inteligência artificial. Está tudo muito evoluído e a reputação dos professores tem, infelizmente, crescido de forma inversamente proporcional às tecnologias. No tempo dos meus pais ninguém ousava contrariar um professor, o professor sabia tudo e era a base do conhecimento. Os tempos mudar...

Praga nacional

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  A imagem Esta Fotografia de Autor Desconhecido está licenciada ao abrigo da CC BY-ND Sou uma orgulh osa portuguesa, adoro Portugal. Não sei se conseguiria voltar a viver em Portugal, pelo desrespeito que as pessoas têm relativamente a horários, mas sou mais nacionalista há 15 anos, depois de ter atravessado fronteiras. A vida não tem sido sempre fácil, às vezes bem pelo contrário, mas já escrevi sobre o assunto ( Suor e Lágrimas ). Por norma, gosto de falar sobre o que conheço e o que domino, para servir de mensagem para quem não esteve a ler e a aprender tanto tempo como eu sobre o tópico educação, mas hoje quero falar-vos de um assunto que me agonia todos os verões e do qual não tenho orgulho nenhum. Falo dos incêndios que assombram Portugal desde que me lembro de existir e que parece que foi dado como algo normal. Não vou discutir o facto de serem as políticas ou de ser o Montenegro que está de férias no Algarve, porque antes dele estiveram lá milhentos que faziam sempr...

Exigir, questionar e responsabilizar

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A vida não pára, sempre cheia de eventos e emoções que nos dificultam ter tempo para coisas que, não sendo prioritárias, pensamos que sejam úteis para a sociedade. É o que sinto em relação ao meu blog. Sei que pode ter coisas úteis e gostava de poder ter tempo para escrever mais, mas simplesmente não dá. Costumo dizer que, com três filhos (um trabalho a full time e um doutoramento) cheguei ao meu limite de capacidade. Há momentos em que há prioridades que se vão empurrando com a barriga, com tanta coisa em mãos não dá mesmo para mais. Felizmente é assim, porque vivo tudo ao extremo, trabalho e lazer, o que me reduz a energia, mas felizmente não me tira a emoção. E quando olho à minha volta, o que me continua a assustar mais é a falta de responsabilidade atroz que se passa em todas as idades. Teria mil e uma coisas para vos contar em relação a isso, mas vou partilhar convosco uma situação que se passou comigo há uns tempos. Um aluno que foi para estágio, onde deveria observar e ajudar...

A febre de não fazer vacinas

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  É um fenómeno cada vez mais comum, haver pessoas que renegam as vacinas. Não querendo entrar em discussão, vou dar a minha opinião. Adoro viajar, sou uma apaixonada por viagens. Sempre que posso, é da forma como gosto de despender o meu tempo com a família. É uma oportunidade de partilha, de conhecimento, momentos que provavelmente não serão recordados pelos mais novos, mas que ajudarão no seu desenvolvimento. Quando viajamos, fazemos as vacinas todas que são necessárias, porque nos queremos proteger. A ciência tem comprovado que as doenças efetivamente existem e que a não proteção faz com que surjam pandemias. Não questiono nenhuma vacina que me é indicada fazer, simplesmente porque não me debrucei sobre o assunto, não fiz investigação nesse tema e, mesmo que tivesse feito, não seria tão aprofundada como quem a fez para concluir que eram importantes. Não discuto trabalho que não é meu, porque acho ridículo quando quem não t...

Bebés que dormem a noite toda, sonho ou realidade?

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A comida e a dormida são provavelmente os temas em que perceciono mais pais de bebés a queixarem-se. Se tenho muita sorte com a parte da alimentação, que eu acho que também foi muito estimulada, não posso dizer o mesmo da dormida. Cada criança é uma criança e tem os seus interesses e ritmos, mas parece-me que também depende muito do comportamento dos pais. Com o meu primeiro filho, aos 3 meses, já andava desesperada e resolvi que deveria ir a uma consulta de sono. Foi um bocadinho agressivo, mas devo dizer que, tal como tudo o que tenho vivenciado na vida, me ajudou a ser uma mãe “galinha” mais racional. Rapidamente o meu filho se tornou disciplinado na hora de ir dormir, o que nos fazia ter um tempo de muita qualidade enquanto casal. Continuava, no entanto, a acordar uma vez por noite para dar de mamar. Até que, aos 16 meses, lhe disse que estava na altura de dormir a noite toda porque a mamã tinha de descansar, que só poderia haver mama quando houvesse luz do dia. Foram três di...