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Em casa de quarentena

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  Quarentenas, isolamentos, casos de contacto! Quem por aí tem crianças pequenas e está a conseguir escapar a tudo isto? Acho que é unânime que não é o ficar em casa com os filhos que é problemático. Esse programa pessoalmente agrada-me muito, durante a semana ou no fim-de-semana, mesmo que não vejamos mais ninguém.   Só se torna preocupante com crianças pequenas quando se junta as crianças e ao tempo despendido com elas o trabalho. Quem consegue trabalhar em condições com crianças pequenas em casa?! Ainda por cima tenho aquela visão educativa que uma criança de 4 anos pode no máximo dos máximos estar exposto uma hora a dispositivos eletrónicos e que uma bebé de 19 meses o tolerável são 5 minutos para perceber que há coisas muito mais divertidas.   A gestão do trabalho, das crianças e das minhas emoções de mãe faz que a situação se torne complexa. Vivenciei essa situação este mês como certamente grande parte dos pais. Não foi fácil mas resolvi organizar o ...

Nãos que parecem Sims

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Hoje o meu artigo é destinado a pais e avós, às pessoas que acedem a tudo e às outras a quem o « não » sai mais rápido que o pensamento. O equilíbrio em educação é sem dúvida a melhor receita.   Quantos de vós se lembram de professores que não conseguiam chegar aos alunos, que os deixavam fazer tudo,  que não se faziam ouvir e que não tinham « mão » na turma? São esses os professores que recordam?  As pessoas que nos marcam são normalmente aquelas que são correctas e coerentes nas suas atitudes e comportamentos, é então isso que as nossas crianças procuram. Pessoas coerentes e consistentes. Eles gostam de regras, as regras dão-lhes segurança. Todos dizemos mal dos árbitros mas já imaginaram um jogo sem regras? Isso não quer dizer que queiramos aqueles árbitros que apitam por tudo e por nada e não deixam jogar.   Para se ser um excelente educador, pai, avô, é fundamental não mudar as regras a meio do jogo. Explicar as regras do j...

Gestos que não custam nada e podem salvar vidas

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  Já contei algumas coisas que fui fazendo profissionalmente, que me aproximaram das crianças e que me incentivaram a gostar de educar. Os campos de férias por exemplo foram momentos que recordarei para sempre, uma imersão só possível para quem gosta mesmo, eram 24 sobre 24 horas, 14 dias seguidos, sem descanso. Lembro-me de chegar a casa estafada, feliz mas ainda a contar crianças. Acordava durante a noite sobressaltada para ver se não faltava nenhuma. Era uma responsabilidade maior do que o próprio corpo.   Quando alguém nos incube a responsabilidade de cuidar de algo muito valioso aumenta-nos as nossas capacidades como seres humanos. Foi um prazer ser responsável por tantas crianças, em momentos diferentes, durante a minha vida. Fizeram-me ser melhor pessoa, melhor profissional e construíram-me enquanto mãe.   Tenho alguns traços de mãe galinha mas sou aquele tipo de pessoa que gosta de confiar e também já expressei várias vezes o valor que dou à autonomia da...